Independência
Sete de Setembro de mobilizações em Pelotas
Chuva não impediu que apoiadores de Bolsonaro e críticos da atual gestão saíssem às ruas para se manifestar
A chuva deste Sete de Setembro em Pelotas provocou alterações nos roteiros das manifestações previstas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e opositores da atual gestão. Antecipada em duas horas, a ação de bolsonaristas teve carreata com saída às 13h da loja Havan, seguiu pela avenida São Francisco de Paula até a avenida Ferreira Viana, chegando à Bento Gonçalves, onde um caminhão de som saudava o grupo. De lá, seguiram até a avenida Duque de Caxias, onde, em frente ao 9º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), se juntaram a integrantes do partido Patriotas que pediam intervenção militar. Em outro canto da cidade, no Largo Edmar Fetter, no Mercado Central, vários representantes sindicais contrários ao atual governo discursaram pedindo o afastamento do presidente.
Roberto Rodrigues Vieira Júnior, diretor do Sinasef, foi um dos que discursaram no ato chamado pela Frente em Defesa dos Serviços Públicos, das Conquistas Sociais e Trabalhistas de Pelotas. Sua preocupação é levar à população a realidade do governo. "A atual gestão governa para os bancos e não para o povo. Nós queremos vacinação, auxílio emergencial, educação, universidades para todos e oportunidades." O sindicalista disse que a mobilização não foi uma questão de partido político, mas de defesa a população. "Nosso ato não se restringe somente neste 7 de setembro, pois levamos para comunidades de bairros como Dunas, Py Crespo, estrada do engenho e outros alimentos e diversos atrativos, dentro da programação do 27º Grito dos Excluídos", explicou. Em outras manifestaçōes, representantes de entidades e partidos também fizeram críticas a Bolsonaro e acusaram o presidente de promover o fascismo.
Pró-governo
Por volta das 13h30min desta terça-feira, foguetes e buzinas sinalizavam o início de uma carreata que reuniu mais de três mil de veículos de passeio e de carga pelas principais avenidas da cidade. Mesmo com o anúncio do cancelamento do ato no Altar da Pátria, pelas redes sociais, um caminhão de som permaneceu durante a tarde deste feriado no local, sempre reproduzindo o Hino Nacional. Muitos bolsonaristas foram até a avenida, munidos de capas e guarda-chuva para acompanhar a mobilização que defende a saída dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o voto impresso. Cenário semelhante em frente ao 9ºBIMtz, com cerca de 300 pessoas ostentando bandeiras, segundo estimativa dos organizadores. "Eu quero uma mudança total. Derrubar o STF. Nossa luta é contra o comunismo, pelo voto impresso e com a contagem pública", disse a motorista Rosana Ramos Pinto, 60, que além de vestir verde e amarelo levou as cores da bandeira pintada no rosto.
Ela e outros manifestantes acompanharam a passagem da carreata com cerca de cinco quilômetros. Depois os participantes, principalmente os caminhoneiros, foram para um posto de combustíveis, no quilômetro 66 da BR-392. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, eles ficaram estacionados, sem bloqueio de estradas. "A população não aguenta mais as arbritariedades do Congresso", disse Alberto Teixeira, um dos bolsonaristas que participou do ato.
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